Terça-feira, 18 de Julho de 2017
A austeridade e as confusões a evitar

Muito se tem ouvido falar dos malefícios causados pela austeridade que terá sido imposta ao País depois da crise que obrigou a ficarmos dependentes de dinheiro e de decisões de entidades estrangeiras e embora isso tenha acontecido em 2011 agora continuamos a atribuir-lhe, à austeridade é claro, muitas das nossas dificuldades operacionais.

Mas para podermos iniciar este apontamento, que se pretende seja austero, deveremos consultar o dicionário para se assentar no significado desta terrível palavra: qualidade ou caracter de austero, comedimento, critério, despojamento, equilíbrio, frugalidade, método, modéstia, ponderação, prudência, reserva, rigor, sensatez, sobriedade, virtude…

Assim a austeridade parece ser algo bastante bom para se praticar e convém portanto analisar melhor o enquadramento da “austeridade” que se diz ter sido praticada.

Para começar a dita crise, que há quem diga de 2008, começou a ser desenvolvida logo durante a década de 80 quando se tomaram decisões influenciadas pelo neoliberalismo e pela prática de gestão pouco eficiente sem consideração pelos objetivos relacionados com a independência e a sustentabilidade do País portanto contra o que está estabelecido na Constituição, e obviamente apoiada pelo Bloco Central.

Daqui resultou a destruição de várias atividades empresariais quer em indústrias quer nos transportes marítimos e o desenvolvimento crescente de interesses cruzados entre o Estado e Privados e ainda à entrada de várias centenas de milhares de euros para ambos os setores cuja maioria não foi usada para criar riqueza e postos de trabalho sustentados mas para especulação e outros fins pouco recomendáveis donde a criação de uma bolha que rebentou em 2011 e nos deixou com a enorme dívida que tanto vai onerar a vida dos portugueses nos próximos anos.

Em resumo foi um período em que não houve qualquer austeridade mas antes pelo contrário houve desonestidade, corrupção, ganância e deficiente gestão, tudo isto muito generalizado e como está explicado na literatura especializada a começar de cima para baixo…

Portanto em 2011 era forçoso passar a haver austeridade mas o que aconteceu foi haver um desvio de finalidade e ela foi perturbada pelos hábitos ganhos no período anterior e substituída por avareza e deficiente gestão donde resultaram os cortes cegos, a venda de empresas vitais para a nossa independência, o crescimento da dívida externa, o adiamento das correções estruturais da nossas deficiente operacionalidade,   e só não houve mais estragos porque a nossa vizinha Espanha tem recuperado, o Turismo nacional mesmo sendo mal gerido cresceu e apesar dos erros de gestão dos nossos órgãos de soberania tem havido iniciativas privadas muito proveitosas.

Mas há que corrigir o conceito de austeridade pois ela nunca foi de facto aplicada e é indispensável que o seja, para que nem se volte a criar uma bolha perigosa nem se caia na ratoeira imediatista dos que querem gastar mais do que o que se produz sem corrigir a baixa operacionalidade, prejudicando a vida das gerações futuras e não recuperando a perdida independência nacional.

Lisboa, 18 de Julho de 2017

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 16:14
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017
Turismo: atividade económica só para clientes ricos?

Definição de turismo: atividade económica global e sistémica em que em vez do produto ser levado ao cliente é este que é levado ao produto.

Portanto os produtos turísticos têm um potencial de utilização global que vai da gastronomia a todas as artes, da contemplação de paisagens até a cuidados da saúde, de descanso à prática de desportos vários, enfim tudo o que merecer a alguém a sua atenção. Assim toda a sociedade onde se situa esse produto acaba por ser afetada, tenha ou não alguns proveitos dele derivados, o que justifica ainda mais o seu caráter global e sistémico.

Ora como todas as nossas atividades devem ser sustentáveis e se assim não for a nossa existência estará condenada, o turismo também tem que ser sustentado o que significa a imposição de normas rigorosas para a sua estruturação, que evite a repetição de tolices como o Sol e Praia de tristes e péssimas consequências.

Com efeito imaginemos, por exemplo uma reserva natural, como temos ainda bastantes e que dadas as suas características atrai muitos visitantes: aqui está um produto em que se verifica haver muito mais clientes potenciais do que é possível satisfazer.

Por outro lado os custos de manutenção e de preservação tendem a aumentar principalmente para evitar as atividades clandestinas e convém recordar que ao contrário dos produtos industriais, que se podem produzir em enormes quantidades, aqui os limites do número de clientes é sagrado. O que significa que vamos ter um produto escasso com muitos pretendentes o que acarreta, pelas leis da oferta e da procura, um valor unitário muito elevado.

O que naturalmente é o que as populações locais devem desejar pois os seus rendimentos deverão ser assim beneficiados direta e indiretamente. Donde resulta obviamente que só os ricos poderão ser a maioria dos clientes do turismo sustentado.

Há algumas dezenas de anos fui confrontado com bastante dureza por ter afirmado que o cliente ideal do nosso turismo era o cidadão rico pois se achava que toda a gente tinha o mesmo direito ao consumo do produto turístico porque não se entendia que era um produto económico e se confundia com o direito social de todos os cidadãos terem férias e portanto ser objeto de medidas estatais que permitam exercê-lo. E foi numa época em que um responsável nosso em confronto com um sueco queria acabar cá com os ricos e o sueco queria acabar lá com os pobres!

Assim há aqui obviamente um choque entre a racionalidade económica da qual depende a nossa subsistência em geral e a melhoria do nível de vida de toda a população que só se poderá resolver com a aplicação de sistemas de gestão autárquica eficientes do ponto de vista da sustentabilidade global que ainda não há. e de forma a maximizar os lucros de todos e não apenas de alguns.

Lisboa,1 de Junho de 2017        José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 19:00
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017
As ausências de Portugal na Antártida e outras

Da leitura do texto intitulado “Uma estratégia para Portugal” de autoria do Prof. Paulo Manuel João Afonso da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa a propósito de nele ser chamada a atenção para a ausência do nosso País nos estudos e pesquizas em realização na Antártida surgiu-me a ideia das outras ausências que aqui se têm verificado no que respeita ao Mar e ainda mais à Marinha nestas últimas quatro décadas.

Entretanto também passei uma vista de olhos pelos muitos textos publicados nestas duas últimas décadas o que mais me convenceu a elaborar este desabafo.

Com efeito a primeira ausência foi a decisão em Julho de 1974, com o 2º Governo Provisório de acabar com o “cluster” da Marinha, pois nessa altura em não se falava de economia do mar, que vinha dos tempos do Rei D. Dinis, mas nada foi feito para o substituir e entretanto surgiram dois preconceitos anti-marinha a saber: a Marinha Mercante ou de Comércio era uma atividade colonialista e a Marinha de Recreio era uma atividade fascista.

Devo confessar que então julguei serem estes preconceitos típicos da extrema esquerda mas mais tarde, já depois de ter aderido em 1978 ao PSD com a intenção de me bater pela recuperação da nossa Marinha constatei que afinal não era assim.

Aliás durante o Governo da AD quando aconselhados pelo Prof. Ernâni Lopes, nosso representante nas negociações para a adesão à União Europeia, se preparou um Plano Nacional de Pescas para podermos tirar mais proveitos da adesão e evitar perdas e ele foi rejeitado pelo Conselho de Ministros em 1982 sem qualquer justificação, esta ausência de melhoria na nossa atividade pesqueira teve enormes prejuízos para o País mas com mais uma ausência de alguém se manifestar o seu desacordo democrática e atentamente.

Na verdade os ataques à Marinha (recordo que esta Marinha a que me refiro é o conjunto da Armada e das Marinhas civis Comércio, Pescas e Recreio) foram crescendo atingindo o máximo durante os mandatos do Prof. Cavaco Silva em que se consumou a destruição do que restava do PREC e dos projetos em curso para a desejada recuperação.

Como exemplos destes atropelos posso citar: o Centro Cultural de Belém, a proibição de ser criada uma empresa de navios de cruzeiro inclusive já com projeto de navios pelo Eng.Ribeiro e Castro, a proibição de uma empresa portuguesa ser sócia maioritária do Porto de Macau, a proibição de se fazer um contrato com um hoteleiro de Goa que pretendia ter uma nau de Vasco da Gama como trunfo para o turismo como chamariz internacional, fecho da Soponata porque o critério de decisão era de que não precisávamos de ter Marinha pois era mais barato o fretamento…

O facto de a Marinha ter sido o fator essencial para a consolidação da nossa identidade e da nossa independência nos finais da primeira dinastia e termos durante o século XV criado a mais poderosa Marinha europeia, desenvolvido os descobrimentos marítimos, a expansão europeia e a globalização e conseguido chegar ao século XX e recordando as dificuldades que tivemos durante a guerra 39-45 por não termos Marinha não foi suficiente para contrabalançar os ímpetos neoliberais da governação cavaquista.

Convém recordar que em 74 tínhamos uma frota comercial que figurava nas primeiras quinze mundiais, de facto muito baseada no tráfego colonial, mas onde pelo menos duas companhias já tinham iniciado tráfego como terceira bandeira e o navio “Funchal” tinha sucesso nos cruzeiros internacionais, mas quanto à Marinha de Recreio o miserabilismo da nossa sociedade era de tal ordem que para se construir uma marina como a de Vilamoura era necessário haver um “monopólio” o que demonstra a total falta de noção do potencial económico desta Marinha por parte dos nossos dirigentes sejam eles do Estado ou Privados. O que diga-se de passagem a experiência mostra que esta situação dura até hoje.

E a melhor prova desta ausência são os espetáculos deprimentes do que não se fez no estuário do Tejo embora em 1987 no I Congresso do Tejo, organizado pela Associação dos Amigos do Tejo tenha havido sugestões e propostas por inúmeros especialistas, do que não se fez no Sotavento Algarvio com propostas apresentadas em 2004 e o caos existente no Alqueva quando comparamos o lado espanhol com o nosso.

A propósito existem projetos concretos, alguns com mais de vinte anos, que aguardam decisão seja de Autarcas seja de Governantes, que criariam alguns milhares de postos de trabalho e para tal situação só há ausências, sejam de decisões ou de simples chamadas de atenção quer dos que se interessam pelo Mar e pela Marinha quer da comunicação social.

Em 1984 tanto na Academia de Marinha como na Sociedade de Geografia de Lisboa, na Secção de Transportes foram apresentadas comunicações por vários membros sobre o tema do Mar e da Marinha dos quais só vou recordar a primeira que apresentei na Academia de Marinha e cujo título era “O Mar na origem e no futuro de Portugal” porque houve outras sobre este tema mas para já basta esta pois no seu final chamava-se a atenção para o facto de se estar a lutar pelo aumento da área do nosso território atlântico e quando isso se conseguisse e não tivéssemos entretanto desenvolvido a nossa Marinha seria a repetição do triste episódio do século XIX do mapa cor de rosa.

Também aqui houve duas ausências: a primeira das decisões que era preciso tomar para recuperarmos a nossa Marinha como já atrás vimos e a segunda foi a de que a nova vaga de interessados na economia do Mar ignorou os textos então apresentados embora praticamente pouco acrescentou de importante e a ausência de decisões concretas ainda não foi resolvida como seria desejável.

Já agora também recordo outra comunicação que fiz e que, dado o seu teor, não posso deixar de mencionar que foi apresentada na abertura do colóquio “Vasco da Gama, Os Oceanos e o Futuro” realizado em 27 de Novembro de 1998 na Escola Naval.

 

Em 1998 houve a Expo 98 para comemorar o feito mais importante da nossa história -a primeira viagem marítima direta da Europa para a India- fruto não só do nosso avanço tecnológico naval mas também da habilidade política de D. João II- que desiludiu porque tudo isto esteve ausente do nosso pavilhão, o projeto da torre correu mal e a qualidade global não correspondeu o que era possível ter sido realizado.

Além disto houve um relatório da CMIO tratando de homenagear esta data onde era afirmado ter sido Colombo o primeiro navegador oceânico o que mostra mais uma ausência de respeito pelos feitos da nossa Marinha.

Perante tantas e tão grandes ausências a muito legítima queixa pela ausência da Antártida com os dirigentes que temos tido vai ter certamente alguma dificuldade para ser resolvida como seria conveniente e correto acontecer.

Lisboa, 18 de Maio de 2017



publicado por JoseViana às 12:56
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Sábado, 4 de Março de 2017
Alguns esquecimentos importantes da História de Portugal

Introdução

Nestes últimos anos em que se tornou possível e essencial analisar, e sem quaisquer impedimentos corporativos ou de outra natureza, a nossa História, podemos e devemos chamar a atenção para alguns esquecimentos de factos que foram determinantes para a evolução da independência do nosso País e que hoje continuam a pesar nas nossas decisões políticas.

Antes de iniciar os temas adiante indicados julgo conveniente explicitar o uso que faço da palavra elite pois tenho verificado haver significados diferentes que obviamente poderão causar algumas confusões.

No dicionário Houaiss: elite- 1 o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, esp. num grupo social; 2 soc minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social.

De facto nas sociedades com algum desenvolvimento há elites nas artes, nos desportos, na ciência, etc., e sempre também na vida política particularmente ativas na conquista do poder, mas há que ter atenção de ao se falar de melhor qualidade esta comparação é com a população local e portanto não significa que a qualidade real seja garantidamente de elevada qualidade.

Basta recordar que havia uma elite nazi, ou uma elite estalinista e a sua qualidade real foi o que foi.

Embora eu reconheça que o meu uso da denominação de elite dominante possa ser pleonástica apenas quis realçar que neste texto se trata unicamente da vida política do País e das lutas para o seu domínio.

Para quem queira desenvolver os seus conhecimentos sobre quem mais influencia a evolução dos povos, além das grandes alterações naturais, sugiro a leitura do livro “Porque falham as nações”.

Também convém ter presente que as duas forças com maior influência na evolução da humanidade são a luta pela sobrevivência e a luta pelo poder, que muitas vezes se entrelaçam porque a sobrevivência das populações tantas vezes depende de quem as lidera.

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Resumo

1º Como se formou o nosso País e como aconteceu a revolução de 1383-85 que ninguém festeja

2º Qual a estrutura do poder em Portugal durante a parte da dinastia de Avis que acaba com a morte de D. João II e que consequências daí advieram para o futuro do nosso País

3º Quais as causas profundas das nossas dificuldades atuais perante estes esquecimentos

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Convém começar por recordar o facto da nossa costa ser passagem obrigatória dos navios que desde pelo menos o tempo dos fenícios ligavam os povos mediterrânicos aos do norte da europa.

Quando D. Afonso Henriques decidiu criar um reino independente face aos poderosos reinos vizinhos foi forçado a aproveitar o desenvolvimento costeiro já existente para ganhar a força suficiente para atingir o seu objetivo e assim uma das primeiras fronteiras de Portugal foi uma linha que ia de próximo de Barca de Alva até Lisboa.

E depois durante a primeira dinastia foram sempre desenvolvidas as atividades marítimas desde as comerciais a todas as outras inerentes aos navios e suas tripulações em particular nos reinados de D. Afonso III e de D. Dinis, o que se verifica até estar bem presente atualmente.

No entanto já não está tão claramente esclarecido o facto de ter havido um desenvolvimento crescente de uma burguesia, que segundo alguns autores teria atingido nos finais do século XIV grande peso na vida do País, e em que cerca de metade desta população eram judeus sefarditas, que teriam iniciado a sua vinda para cá com as invasões dos árabes, trazendo consigo todos os conhecimentos que em grande parte a europa central tinha perdido mas que tinham permanecido em Alexandria e assim lhes proporcionava grande avanço em relação às populações daquela região.

Quando D. Fernando I morre e a herdeira do trono é casada com D. João de Castela, que era a solução pretendida pela nobreza, que convém recordar era ligada aos reinos vizinhos, cujas características de tipo visigótico, e portanto muito pouco voltadas para as atividades marítimas, não garantia a continuidade do rumo até aí seguido pelo próprio rei D. Fernando I, a dita burguesia chefiada pelo Mestre de Avis toma conta do poder e este é coroado como D. João I, dando origem à dinastia de Avis.

Em termos práticos se assim não tivesse acontecido Portugal nunca se tornaria no país com a melhor marinha europeia, à época, nunca teria sido a ponta de lança da expansão europeia como foi e nunca passaria de uma região da Espanha.

Mas embora esta revolução tenha sido a mais determinante da nossa história, dentro da avaliação bíblica de que as árvores se conhecem pelos frutos que dão, nunca mais foi festejada pelas Autoridades em exercício. E porque seria?

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Em 1992 houve na Academia de Marinha uma sessão para se comemorar o nascimento do Infante D. Pedro, que teve papel essencial na realização dos descobrimentos marítimos portugueses durante a sua regência do reino após a morte de D. Duarte, e enquanto D. Afonso V era menor, e que morreu na batalha de Alfarrobeira, travada entre as suas tropas e as do Rei.

A comunicação mais importante sobre a vida e a obra do Infante foi feita pelo Prof. Baquero Moreno mas foi apresentada outra sobre o poder marítimo envolvido nestes acontecimentos e onde foi analisada a distribuição dos poderes implicados nesta fase da vida nacional, defendendo-se a tese da existência de duas elites dominantes em confronto, tal como em 1383, em que a correspondente à burguesia colocou o Mestre de Avis no trono o que como vimos foi essencial para realizar os descobrimentos.

Ao contrário da que correspondia à nobreza, que pouco colaborou neles, mas que estando apoiada pela casa de Bragança, entretanto muito desenvolvida graças ao casamento do Conde Barcelos, filho de D.João I, com a filha de D. Nuno Álvares Pereira que lhe proporcionou vasto poder territorial e financeiro.

A batalha de Alfarrobeira é uma etapa dessa luta que logo após a morte de D. João II define a elite da nobreza como o poder real e assim inicia a dinastia de Bragança, pois o rei D. Manuel I já não é um rei de Avis que até a bandeira nacional logo muda. E de facto a gestão que a partir daqui se pratica nada tem a ver com as linhas de conduta seguidas pelos reis da casa de Avis.

E mais, daí em diante há todo um processo de fazer esquecer o período anterior em particular a genial gestão da ligação à India feita por D. João II, que conseguiu conduzir e fixar os Reis Católicos na América Central deixando livre o caminho para a India, através de Colombo, e gerindo com mestria as negociações do Tratado de Tordesilhas que permitiu a D. Manuel I realizar a viagem de Vasco da Gama à India e logo a seguir a tomada de posse do Brasil por Pedro Álvares Cabral.

A luta pelo poder continua com a perseguição aos judeus que tinham sido essenciais à realização dos descobrimentos mas tinham grande poder económico e que portanto eram rivais a abater.

É claro que os judeus tinham também a seu crédito elevada qualidade de gestão, o que não acontecia com a nobreza que era valente mas muito deficiente em gestão, e a  saída deles de Portugal entregou o país a práticas de gestão muito ineficientes como se poude verificar com a nossa colonização de forma meramente extrativa até ao século XX, e de certa maneira vendo bem pelo menos até 1961.

Não foi por acaso que o Marquês de Pombal quando quis industrializar o País teve que ir buscar investidores estrangeiros como aconteceu nos vinhos, na cerâmica, nos vidros, nos têxteis, etc..

É interessante notar que os portugueses (judeus) que foram expulsos de cá ficaram ligados ao desenvolvimento dos países que então os acolheram como por exemplo a Holanda, a Bélgica, a cidade de Praga, a cidade de Istambul, a fundação de Nova Iorque, etc., etc,.

Em compensação o Brasil quando D. João VI lá chegou em 1808 estava na idade média,  e mesmo antes as riquezas que de lá vieram em ouro e pedras preciosas nunca foram utilizadas para o progresso de nosso País e durante todo o tempo que passou até 1974 nunca aproveitámos as enormes riquezas herdadas de D. João II para nos modernizarmos de forma a criar condições melhores de vida para a nossa população e de resistência para a nossa independência, que atualmente está em nível baixíssimo.

A maioria dos acontecimentos que ensombraram a nossa história desde a perda da independência para D. Filipe I, a incapacidade de acompanhar a revolução industrial europeia e de desenvolver as colónias africanas mais ricas para onde em pleno século XX os portugueses não podiam ir livremente trabalhar, os preconceitos sobre essas colónias que levou a atos de gestão disparatados que tiveram como resultados guerras coloniais que provocaram a morte a muitos milhares e à bancarrota do País, foram consequência da deficiente gestão praticada pela elite dominante que se foi eternizando, pois a sua natureza medíocre  não lhe permite corrigir os erros que vai praticando como a experiência tem confirmado.

E além disto porque tendo perdido a independência passámos a ser geridos por interesses estrangeiros como acontece agora.

E tudo isto porque nunca mais deixámos de ser governados por uma elite dominante de muito fraca qualidade que no entanto se instalou de tal forma que foi sempre perdurando através das gerações e até das revoluções incluindo as de 1910 e de 1974, que acabaram por ser mais perdidas pelo poder que estava do que ganha pelos revoltosos, o que originou regimes naturalmente pouco eficientes, portanto abertos a uma elite dominante de baixa qualidade.

Durante a ditadura salazarista havia ume elite dominante deste tipo que se poderia dizer que era o Estado Novo, depois formou-se outra de nível idêntico a que se poderá chamar Bloco Central, mas em ambos os casos os resultados foram os mesmos: a bancarrota, atrasos no desenvolvimento, sacrifícios para os contribuintes e aumento das desigualdades e tudo isto como é tradição seiscentista por má gestão do poder vigente.

Da minha experiência de ter vivido 40 anos com o Estado Novo e outros 40 anos com o Bloco Central umas das características mais generalizada do comportamento dos agentes estatais e autárquicos era e é a de serem criadas dificuldades, umas vezes maiores outras vezes menores, mas sempre com os respetivos custos das facilidades concedidas.

Por isso, como já tive ocasião de afirmar, a indisciplina e a corrupção não são características de uma população mas de facto dependem da elite dominante que a governa. Mas quase tudo do que deixámos de positivo nas muitas populações que contactámos foi devido às características de fácil adaptação e de convívio do nosso povo e não à qualidade de gestão das nossas lideranças.

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Do que ficou escrito atrás parece óbvio que a conclusão quanto às causas profundas das nossas dificuldades atuais são mais devidas á qualidade do funcionamento da estrutura dos nossos Órgãos de Soberania e das Autarquias pois são ocupados exatamente por membros da elite dominante, e embora aparentemente haja rotação entre os dois maiores partidos, na realidade nas decisões mais importantes que não tomámos para sairmos da crise em que estamos desde que entrámos na europa até agora é o Bloco Central que de facto lidera.

Com efeito nas últimas décadas entraram em Portugal entre empréstimos e auxílios europeus algumas centenas de milhares de milhões e não só ficámos à beira da bancarrota como com uma dívida enorme e crescente e o nosso PIB não cresceu de forma aceitável.

Embora haja razões de queixa do tratamento incorreto e até perigoso para a estabilidade europeia que tem sido praticado pela CE e particularmente pelo ministro das finanças alemão quanto às dívidas de Portugal, da Grécia e de outros países, também é um facto indesmentível que o nosso País não corrigiu as enormes falhas estruturais que não só causam gastos exagerados mas também dificultam a dinamização da economia e o controle das saídas de dinheiro para o estrangeiro pela forma pouco eficiente como atuam.

Discute-se muito as condições dos trabalhadores, e é bom que se melhorem as condições de trabalho e de remuneração inclusive ligando-a à participação nos lucros, mas não se vê ser decidido estabelecer em Portugal um enquadramento para o capital pelo menos idêntico ao do Luxemburgo.

Basta observar os prazos das decisões da nossa Justiça e dos Governantes e Autarcas exceto quando são assuntos que mais tarde são motivo de investigações e muita maledicência.

Aliás há projetos que criariam alguns milhares de postos de trabalho, alguns apresentados há mais de vinte anos que continuam a aguardar uma decisão que umas vezes é de um Autarca outras de um Secretário de Estado. Curiosamente a Comunicação Social às vezes tão atenta como agora com a CGD nunca deu por isso!

Pode ser por ignorância minha mas de facto não conheço qualquer estudo que tenha sido realizado para saber com a exatidão suficiente para permitir determinar a solução a adotar quanto ao número de pessoas e organismos que estão na lista de pagamentos do Estado, i.e., nos Órgãos de Soberania e nas Autarquias, e que não têm utilidade real. Aliás continua a haver quem julgue ser a regionalização uma solução quando de facto o que é preciso é um estudo sério sobre a nossa estrutura governativa total.

A comparação dos efetivos do nosso Governo atual com os de Governos do Estado Novo, mesmo com todos cuidados com a comparação dos respetivos condicionamentos das épocas em que ocorreram, é impressionante.

E vendo bem praticamente todos os Órgãos de Soberania e as Autarquias sofrem deste mal em doses certamente variáveis talvez menos gritantes que o Governo e as Autarquias mas sempre merecendo a mesma análise e correspondente correção.

O que significa que toda essa massa de população que participa em funções que só existem para alimentar uma elite dominante obviamente de fraca qualidade, dada a forma como é desenvolvida, que assim continua a perpetuar o nosso atraso e as nossas dificuldades para reconquistarmos a nossa independência e o nosso nível de vida e de equilíbrio social agora tão desnivelado.

É claro como não sou apologista de soluções drásticas e criminosas como as que foram adotadas por alguns países por exemplo durante o século XX tal ação implicaria a realização de um plano que iria deslocar esses excedentes para empresas privadas que teriam que ganhar a sua sustentabilidade de forma a de não dependerem mais do Estado mas do seu trabalho e eficiência…

Quando vemos o sucesso de cientistas e outros profissionais portugueses em tantas iniciativas e algumas até em Portugal, somos levados a pensar como poderemos modificar o sistema atual de depender desta elite dominante BC, que tão maus resultados tem apresentado, para restaurar a administração pública profissional e não política e atrair as pessoas melhor preparadas para os cargos que deverão ser em muito menor número.

Como será possível realizar esta verdadeira revolução desde que não seja como as duas últimas fica para possível próxima ocasião.

Lisboa, 4 de Março de 2017

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 17:05
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Sábado, 21 de Janeiro de 2017
Atenção eleitores, temos agora mais um partido de extrema esquerda: o PSD

O PSD já tinha mostrado desde 1978, quando a ele aderi na esperança de poder contribuir para a recuperação da nossa Marinha de Comércio, das Pescas e de Recreio, que tinha a respeito destas atividades, que foram essenciais à existência de Portugal desde que ele existe e continuam a permitir a criação de numerosos postos de trabalho, o mesmo desprezo dos partidos da extrema esquerda que sempre alinharam nos preconceitos de colonialista de uma e de fascista de outra perdendo-se assim muitos milhões de euros que seriam muito importantes para ajudar a diminuir a nossa dívida.

E por causa disto acabei por sair quando as destruições durante o governo de Cavaco Silva atingiram o meu limite de resistência.

Agora a situação do País, que necessita medidas de reorganização e de incentivos concretos ao investimento produtivo (e por exemplo não às obras disparatadas como as que vemos em Lisboa) e portanto ao crescimento do capital privado, é forçoso que esteja na maioria da nossa Assembleia Nacional quem cumpra estes desígnios que não são partilhados pela extrema esquerda que só pensa em aumentar a despesa e não a receita.

Portanto se houver qualquer destes dias eleições, os eleitores devem atender escrupulosamente quais são os partidos que de facto nos podem dar esperança de realizarem políticas de crescimento real e não de aumentos sistemáticos das dívidas.

Mais de extrema esquerda… não!

Lisboa, 21de janeiro de 2017

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 20:41
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016
Como baixar a abstenção

Uma vez mais se verificou haver enorme abstenção nas recentes eleições autárquicas nos Açores como tem sido normal em quase todas as eleições em Portugal.

O que significa um grau de desinteresse elevado da população pela vida política do País e que de acordo com os conhecimentos de gestão correntes temos que atribuir aos ocupantes dos lugares a eleger a respetiva responsabilidade.

Também é sabido que as empresas mais competitivas são aquelas em que os seus responsáveis em todos os níveis operacionais têm participação nos resultados obtidos em cada período controlado seja o balanço anual ou o final do mandato.

Portanto seria desejável que no Estado a todos os ocupantes de lugares por eleição deveria ser-lhes retida uma parte do seu salário de forma a que no final do ano e do mandato pudesse ser avaliado o resultado do seu trabalho, em particular a abstenção e a competitividade nacional, e de acordo com os valores obtidos serem premiados ou punidos financeiramente.

Seria também uma forma de falarem menos e trabalharem corretamente mais do que acontece agora e repetindo o que já tenho dito algumas vezes recordar D. João II que, sem escrever coisa alguma, em vinte anos dotou Portugal da mais eficiente Marinha europeia e deixou de herança o poder global do País e o início da expansão europeia.

Lisboa, 17 de Outubro de 2016



publicado por JoseViana às 14:16
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016
O Forte de Peniche e a verdade histórica

A polémica à cerca da concessão deste forte para um empreendimento turístico levou-me a este comentário dadas algumas confusões que parece haver quanto ao seu valor como monumento histórico relacionado com as lutas anti-salazarismo.

Como as lutas salazaristas eram sobretudo contra os comunistas que durante o período do Governo de Espanha ser por eles controlado, além de serem conhecidas as perseguições ali verificadas contra particularmente a religião católica e as que na União Soviética aconteceram para ser possível lá instalar o comunismo, um tal monumento que se realizasse no Forte de Peniche seria também de homenagem ao comunismo.

O que obviamente quem for a favor da liberdade em Portugal não poderá estar de acordo.

Ainda por cima recordo-me de ter ouvido nos círculos de anti-salazaristas, em que eu participava e não eram comunistas, a versão de que a fuga tinha sido muito apreciada por Salazar pois constava este ter a opinião de que Cunhal nunca deveria passar a ser um mártir e o ideal seria ele viver fora de Portugal.

Parece pois que a História precisa de ser bem contada…para que se possa ficar a saber a verdade!

Lisboa, 4 de Outubro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 15:05
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
Agora é preciso crescer!

Esta frase dita pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma vez mais muito oportuna. .

E digo uma vez mais porque nos finais da década de 80 quando o País já estava mais estabilizado após as perturbações pós-revolucionárias, como já tinha acontecido em 1910, e estavam criadas condições para reestruturar a vida económica e social também se tinha clamado ser essencial o crescimento económico.

Aliás em Fevereiro passado tratei aqui este tema mas como parece ter sido pouco lido resolvi insistir.

Mas não foi assim que aconteceu, e antes de continuar quero recordar uma verdade que ficou esquecida desde os tempos revolucionários em que um dirigente afirmava que o objetivo da revolução era acabar com os ricos quando em comparação com a Suécia em que o objetivo era acabar com os pobres.

“Para que possa haver desenvolvimento, por exemplo expresso em aumento do PIB, é essencial o esforço conjunto dos fatores trabalho e capital bem como a eficiência do aparelho governativo e da banca”

Ora desde a última década de 80 não só pouco ou nada foi feito para reforçar os capitais produtivos privados pois embora fosse importante que o Estado investisse no que era próprio ao seu estatuto num país de livre iniciativa, que nada tem a ver comparado com o que acontece em sistemas de economia estatizada, como houve atropelos graves à iniciativa privada, como foi o exemplo do CCB, ou a destruição de empresas que tinham sido estatizadas durante a revolução e que o poder político não foi capaz de recuperar para a iniciativa privada.

Assim se destruiu a maior parte da existente e não se permitiu a recuperação da nossa Marinha de Comércio, da nossa indústria metalomecânica e se estagnou a evolução dos capitais privados em geral. E como não se conseguiu estabelecer um sistema de incentivo à criação de capital e se permitiu o poder excessivo de alguns sindicatos passámos a ter uma carência de democraticidade que conduziu ao facto de embora tivéssemos recebido entre empréstimos ao Estado, a empresas privadas e estatais, a cidadãos e fundos europeus num total de várias centenas de milhares de milhões de euros o nosso PIB pouco se alterou mas houve muito dinheiro espalhado pelo País sem qualquer efeito produtivo.

Mais recentemente assistimos à alienação da nossa independência económica pois em vez de desenvolvermos os capitais nacionais optámos pela solução simplista de entregar empresas vitais do ponto de vista da independência a capitais estrangeiros tornando-nos assim numa colónia de colonos diversos, além de continuarmos a aumentar a nossa dívida externa.

Portanto agora é preciso crescer, como disse o nosso Presidente e concordo cem por cento com ele, mas então quanto tempo é preciso para que o Governo apresente um plano concreto para se corrigirem os enquadramentos que favoreçam o desenvolvimento dos nossos capitais e que evitem a sua migração para outros países europeus que lhes dão melhores condições que nós, e que os projetos que ficaram retidos da gavetas de alguns Secretários de Estado sejam resolvidos permitindo a criação de muitos milhares de postos de trabalho em pouco tempo?

Lisboa, 11 de Setembro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana

 



publicado por JoseViana às 10:19
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Terça-feira, 28 de Junho de 2016
Um referendo e a falência dos partidos tradicionais

O referendo que ocorreu no Reino Unido, mais provavelmente ex-Reino Unido, veio trazer ao de cima o que já se ia apercebendo estar a acontecer no interior dos partidos políticos que nestas últimas décadas detinham o poder na maioria dos países europeus.

Com efeito os dois principais partidos do Reino Unido mostraram claramente não só estarem no seu interior desligados entre as chefias e as estruturas como talvez ainda pior desligados do seu eleitorado e isto se na verdade ainda o têm. O que significa na prática uma autêntica falência política em toda a linha.

No entanto isto não é maleita apenas inglesa.

A própria União Europeia está nesta mesma linha de atuação: afastamento crescente entre eleitores e eleitos e desenvolvimento de centros de decisão não eleitos, portanto democraticamente a eliminar.

Por outro lado em vários países europeus, não todos mas quase, tem sido claro não só esse afastamento da população em relação aos detentores do poder mas também estes serem mais ativos a beneficiar os seus partidários do que a defender os interesses essenciais dos seus países como seja a sua independência e o seu futuro.

Portanto só vejo duas hipóteses de solução: esses partidos reestruturarem-se para poderem depois reestruturarem o país ou surgirem novos partidos que não cometam os mesmos erros e sejam capazes de governar de forma a aumentar a riqueza do país e da sua população para o que é indispensável saberem dinamizar os trabalhadores e o capital produtivo ( que é forçoso distinguir do especulativo que tem de ser controlado ou eliminado) pois sem esse conjunto de trabalho e capital bem sintonizado, e um Estado bem governado, não sairemos desta apagada e vil tristeza de crise.

Lisboa, 28 de Junho de 2016



publicado por JoseViana às 12:36
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Terça-feira, 31 de Maio de 2016
Energia vs água: mais dois erros de gestão da nossa governação

Há dois ou três dias assisti na TV à afirmação do nosso deputado europeu Prof.Dr. Carlos Zorrinho de que se iria construir mais uma barragem para assim se melhorar a nossa produção energética. Em princípio pareceria ser uma decisão correta mas analisando mais cuidadosamente a conclusão poderá não ser assim tão correta.

Em primeiro lugar há que ter em conta que uma barragem tanto pode ser para produzir energia como para melhor gerir a água e no caso de Portugal em que as perspetivas quanto à diminuição das precipitações particularmente no sul são preocupantes, e se não são deviam ser, a prioridade deveria ser a gestão da água até porque sem energia se pode viver com aconteceu com a humanidade durante séculos mas sem água só alguns, poucos, dias.

Ainda por cima nunca desenvolvemos a reciclagem das águas residuais nem aproveitamos as águas provenientes da precipitação nas áreas impermeabilizadas, nem cuidámos devidamente de canalizar as águas da precipitação para os caudais subterrâneos, nem se conhece qualquer plano concreto para nos prepararmos para as dificuldades que se sabe serem garantidas.

Por outro lado o cidadão português que paga uma energia das mais caras na Europa fica perplexo perante os lucros da EDP que ele julgava ser uma empresa cujo objetivo principal deveria ser a independência da nossa produção energética (que era e é tecnicamente possível) e contribuir para a competitividade do País através de um preço mais baixo.

Portanto estamos perante dois erros de gestão:

1º sendo a água muito mais importante que a energia e estando ameaçado o seu fornecimento escolher a energia em vez da água é não distinguir o essencial do acessório (que é um dos princípios da gestão eficiente)

2º não tendo surgido nenhum protesto pelo responsável nacional pela água, provavelmente porque não há, incorre-se assim no incumprimento de outro princípio da gestão eficiente que é de que tem que haver sempre responsável principalmente para tudo o que é mais importante.

E assim se chega à situação lamentável de aparecer na TY um Professor de Gestão com importante posição na hierarquia do Poder Político a cometer aqueles erros crassos de gestão e ainda por cima perante a indiferença total da comunicação social.

Lisboa, 31 de Maio de 2016

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 16:23
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