Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016
Como baixar a abstenção

Uma vez mais se verificou haver enorme abstenção nas recentes eleições autárquicas nos Açores como tem sido normal em quase todas as eleições em Portugal.

O que significa um grau de desinteresse elevado da população pela vida política do País e que de acordo com os conhecimentos de gestão correntes temos que atribuir aos ocupantes dos lugares a eleger a respetiva responsabilidade.

Também é sabido que as empresas mais competitivas são aquelas em que os seus responsáveis em todos os níveis operacionais têm participação nos resultados obtidos em cada período controlado seja o balanço anual ou o final do mandato.

Portanto seria desejável que no Estado a todos os ocupantes de lugares por eleição deveria ser-lhes retida uma parte do seu salário de forma a que no final do ano e do mandato pudesse ser avaliado o resultado do seu trabalho, em particular a abstenção e a competitividade nacional, e de acordo com os valores obtidos serem premiados ou punidos financeiramente.

Seria também uma forma de falarem menos e trabalharem corretamente mais do que acontece agora e repetindo o que já tenho dito algumas vezes recordar D. João II que, sem escrever coisa alguma, em vinte anos dotou Portugal da mais eficiente Marinha europeia e deixou de herança o poder global do País e o início da expansão europeia.

Lisboa, 17 de Outubro de 2016



publicado por JoseViana às 14:16
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016
O Forte de Peniche e a verdade histórica

A polémica à cerca da concessão deste forte para um empreendimento turístico levou-me a este comentário dadas algumas confusões que parece haver quanto ao seu valor como monumento histórico relacionado com as lutas anti-salazarismo.

Como as lutas salazaristas eram sobretudo contra os comunistas que durante o período do Governo de Espanha ser por eles controlado, além de serem conhecidas as perseguições ali verificadas contra particularmente a religião católica e as que na União Soviética aconteceram para ser possível lá instalar o comunismo, um tal monumento que se realizasse no Forte de Peniche seria também de homenagem ao comunismo.

O que obviamente quem for a favor da liberdade em Portugal não poderá estar de acordo.

Ainda por cima recordo-me de ter ouvido nos círculos de anti-salazaristas, em que eu participava e não eram comunistas, a versão de que a fuga tinha sido muito apreciada por Salazar pois constava este ter a opinião de que Cunhal nunca deveria passar a ser um mártir e o ideal seria ele viver fora de Portugal.

Parece pois que a História precisa de ser bem contada…para que se possa ficar a saber a verdade!

Lisboa, 4 de Outubro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 15:05
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
Agora é preciso crescer!

Esta frase dita pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma vez mais muito oportuna. .

E digo uma vez mais porque nos finais da década de 80 quando o País já estava mais estabilizado após as perturbações pós-revolucionárias, como já tinha acontecido em 1910, e estavam criadas condições para reestruturar a vida económica e social também se tinha clamado ser essencial o crescimento económico.

Aliás em Fevereiro passado tratei aqui este tema mas como parece ter sido pouco lido resolvi insistir.

Mas não foi assim que aconteceu, e antes de continuar quero recordar uma verdade que ficou esquecida desde os tempos revolucionários em que um dirigente afirmava que o objetivo da revolução era acabar com os ricos quando em comparação com a Suécia em que o objetivo era acabar com os pobres.

“Para que possa haver desenvolvimento, por exemplo expresso em aumento do PIB, é essencial o esforço conjunto dos fatores trabalho e capital bem como a eficiência do aparelho governativo e da banca”

Ora desde a última década de 80 não só pouco ou nada foi feito para reforçar os capitais produtivos privados pois embora fosse importante que o Estado investisse no que era próprio ao seu estatuto num país de livre iniciativa, que nada tem a ver comparado com o que acontece em sistemas de economia estatizada, como houve atropelos graves à iniciativa privada, como foi o exemplo do CCB, ou a destruição de empresas que tinham sido estatizadas durante a revolução e que o poder político não foi capaz de recuperar para a iniciativa privada.

Assim se destruiu a maior parte da existente e não se permitiu a recuperação da nossa Marinha de Comércio, da nossa indústria metalomecânica e se estagnou a evolução dos capitais privados em geral. E como não se conseguiu estabelecer um sistema de incentivo à criação de capital e se permitiu o poder excessivo de alguns sindicatos passámos a ter uma carência de democraticidade que conduziu ao facto de embora tivéssemos recebido entre empréstimos ao Estado, a empresas privadas e estatais, a cidadãos e fundos europeus num total de várias centenas de milhares de milhões de euros o nosso PIB pouco se alterou mas houve muito dinheiro espalhado pelo País sem qualquer efeito produtivo.

Mais recentemente assistimos à alienação da nossa independência económica pois em vez de desenvolvermos os capitais nacionais optámos pela solução simplista de entregar empresas vitais do ponto de vista da independência a capitais estrangeiros tornando-nos assim numa colónia de colonos diversos, além de continuarmos a aumentar a nossa dívida externa.

Portanto agora é preciso crescer, como disse o nosso Presidente e concordo cem por cento com ele, mas então quanto tempo é preciso para que o Governo apresente um plano concreto para se corrigirem os enquadramentos que favoreçam o desenvolvimento dos nossos capitais e que evitem a sua migração para outros países europeus que lhes dão melhores condições que nós, e que os projetos que ficaram retidos da gavetas de alguns Secretários de Estado sejam resolvidos permitindo a criação de muitos milhares de postos de trabalho em pouco tempo?

Lisboa, 11 de Setembro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana

 



publicado por JoseViana às 10:19
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Terça-feira, 28 de Junho de 2016
Um referendo e a falência dos partidos tradicionais

O referendo que ocorreu no Reino Unido, mais provavelmente ex-Reino Unido, veio trazer ao de cima o que já se ia apercebendo estar a acontecer no interior dos partidos políticos que nestas últimas décadas detinham o poder na maioria dos países europeus.

Com efeito os dois principais partidos do Reino Unido mostraram claramente não só estarem no seu interior desligados entre as chefias e as estruturas como talvez ainda pior desligados do seu eleitorado e isto se na verdade ainda o têm. O que significa na prática uma autêntica falência política em toda a linha.

No entanto isto não é maleita apenas inglesa.

A própria União Europeia está nesta mesma linha de atuação: afastamento crescente entre eleitores e eleitos e desenvolvimento de centros de decisão não eleitos, portanto democraticamente a eliminar.

Por outro lado em vários países europeus, não todos mas quase, tem sido claro não só esse afastamento da população em relação aos detentores do poder mas também estes serem mais ativos a beneficiar os seus partidários do que a defender os interesses essenciais dos seus países como seja a sua independência e o seu futuro.

Portanto só vejo duas hipóteses de solução: esses partidos reestruturarem-se para poderem depois reestruturarem o país ou surgirem novos partidos que não cometam os mesmos erros e sejam capazes de governar de forma a aumentar a riqueza do país e da sua população para o que é indispensável saberem dinamizar os trabalhadores e o capital produtivo ( que é forçoso distinguir do especulativo que tem de ser controlado ou eliminado) pois sem esse conjunto de trabalho e capital bem sintonizado, e um Estado bem governado, não sairemos desta apagada e vil tristeza de crise.

Lisboa, 28 de Junho de 2016



publicado por JoseViana às 12:36
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Terça-feira, 31 de Maio de 2016
Energia vs água: mais dois erros de gestão da nossa governação

Há dois ou três dias assisti na TV à afirmação do nosso deputado europeu Prof.Dr. Carlos Zorrinho de que se iria construir mais uma barragem para assim se melhorar a nossa produção energética. Em princípio pareceria ser uma decisão correta mas analisando mais cuidadosamente a conclusão poderá não ser assim tão correta.

Em primeiro lugar há que ter em conta que uma barragem tanto pode ser para produzir energia como para melhor gerir a água e no caso de Portugal em que as perspetivas quanto à diminuição das precipitações particularmente no sul são preocupantes, e se não são deviam ser, a prioridade deveria ser a gestão da água até porque sem energia se pode viver com aconteceu com a humanidade durante séculos mas sem água só alguns, poucos, dias.

Ainda por cima nunca desenvolvemos a reciclagem das águas residuais nem aproveitamos as águas provenientes da precipitação nas áreas impermeabilizadas, nem cuidámos devidamente de canalizar as águas da precipitação para os caudais subterrâneos, nem se conhece qualquer plano concreto para nos prepararmos para as dificuldades que se sabe serem garantidas.

Por outro lado o cidadão português que paga uma energia das mais caras na Europa fica perplexo perante os lucros da EDP que ele julgava ser uma empresa cujo objetivo principal deveria ser a independência da nossa produção energética (que era e é tecnicamente possível) e contribuir para a competitividade do País através de um preço mais baixo.

Portanto estamos perante dois erros de gestão:

1º sendo a água muito mais importante que a energia e estando ameaçado o seu fornecimento escolher a energia em vez da água é não distinguir o essencial do acessório (que é um dos princípios da gestão eficiente)

2º não tendo surgido nenhum protesto pelo responsável nacional pela água, provavelmente porque não há, incorre-se assim no incumprimento de outro princípio da gestão eficiente que é de que tem que haver sempre responsável principalmente para tudo o que é mais importante.

E assim se chega à situação lamentável de aparecer na TY um Professor de Gestão com importante posição na hierarquia do Poder Político a cometer aqueles erros crassos de gestão e ainda por cima perante a indiferença total da comunicação social.

Lisboa, 31 de Maio de 2016

José Carlos Gonçalves Viana



publicado por JoseViana às 16:23
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Segunda-feira, 14 de Março de 2016
Desabafo ambiental e financeiro

Ontem, domingo, fui a Tavira e vi finalmente as obras realizadas nas Quatro Águas e daí resultou este desabafo porque as pude apreciar.Mas antes de vos apresentar os meus comentários, i.e., o dito desabafo, quero esclarecer dois ou três pontos que julgo essenciais para que ele seja melhor entendido: as Quatro Águas é um local situado na Ria Formosa que é uma zona lagunar em que deve ser evitado o uso do betão e da pedra porque o excesso de peso afeta o equilíbrio do solo, isto portanto do ponto de vista ambiental, depois do ponto de vista económico e social a Ria Formosa tem um potencial de criação de postos de trabalho sustentado em atividades náuticas o que implicaria não só manter a rampa de acesso ao mar mas até melhorá-la e organizar inteligentemente a movimentação e o estacionamento dos respetivos veículos e por último é essencial reduzir o acesso de automóveis apenas aos utentes das atividades náuticas e dos restaurantes e por último o princípio da gestão eficiente de gastar apenas o que for essencial.

Dito isto, o que fui encontrar?

Uso de betão e de pedra não só a mais onde talvez fosse preciso mas em quase todo o local onde não era preciso. Seria excelente que os responsáveis por estas decisões visitassem as zonas lagunares em Inglaterra para aprenderem a forma correta de tratar estas questões. Além disto o desenho das esplanadas sem qualquer respeito pela segurança dos seus utentes e a utilização de materiais caríssimos, de duvidosa duração e descabidos para uma zona lagunar, demonstra carências cognitivas graves em qualquer circunstância mas gravíssimas na atual situação.

Entretanto o desprezo pelas atividades náuticas patente deveria ter sido objeto da mais veemente oposição dos Tavirenses pois elas são certamente as mais promissoras para a recuperação económica deste Município, embora neglicenciadas desde longa data pelos seus responsáveis autárquicos que sempre recusaram tomar as decisões corretas.

Por último a ausência de organização dos parques de estacionamento e do trânsito automóvel e do acesso à praia da ilha. E tudo isto perante o silêncio e a passividade dos Ministérios do Ambiente e da Economia.

Os responsáveis pelas decisões que originaram não só os gastos excessivos e não permitiram a criação de inúmeros postos de trabalho, nas circunstâncias atuais em que milhares de portugueses passam fome, deveriam no mínimo ser despedidos dos seus cargos já que a nossa justiça ainda não tem meios para os colocar no lugar para onde vão os que não cumprem a Constituição e prejudicam a população.

Lisboa, 14 de Março de 2016         



publicado por JoseViana às 13:51
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
O Mar e a desfaçatez da nossa política

Ontem houve um Conselho de Ministros dedicado ao Mar e onde foi homenageado o Presidente da República cessante Prof. Aníbal Cavaco Silva de que ainda não conheço o que foi decidido exceto as razões para esta homenagem.

E recordo-me dos estragos provocados à Marinha Portuguesa, entenda-se ser esta constituída pela Armada e pelas Marinhas de Comércio, das Pescas e de Recreio, durante os governos por ele presididos como, por exemplo, foi a proibição de uma empresa estatal ser sócia maioritária do Porto de Macau, idem de um empresa de navios de cruzeiros, a destruição posterior dessa mesma empresa, o atropelar de um projeto já aprovado pelo presidente da Câmara de Lisboa denominado Naus de Lisboa para construir o Centro Cultural de Lisboa.

E entretanto nada foi feito para recuperar e desenvolver estas três Marinhas civis só se falando sobre a economia do Mar mas esquecendo a verdade de que o Mar, para Portugal sem Marinha, não é mais que paisagem, e os seus interesses económicos serem entregues a estrangeiros como aliás aconteceu nestes últimos anos com várias  atividades essenciais para a independência nacional.

Há mais de vinte anos que há projetos concretos que criariam milhares de postos de trabalho muitos deles com importante componente exportadora que esperam nas gavetas de Governantes e/ou Autarcas por uma decisão e nunca vi da parte do Prof. Cavaco Silva qualquer manifestação de interesse pelas decisões a tomar.

Provavelmente, como diria um ilustre cronista da nossa comunicação social, a homenagem resultou da alegria de o ver partir…

Lisboa, 04 de Março de 2016



publicado por JoseViana às 13:21
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016
Como desenvolver Portugal sem capital produtivo suficiente?

Em primeiro lugar há que aceitar que só se desenvolve um país com projetos concretos bem concebidos e bem geridos e não com discursos e teorias filosóficas e económicas. O melhor exemplo positivo para os portugueses foram os descobrimentos marítimos desde que não sejam descritos por historiadores ignorantes. E o melhor exemplo do efeito devastador da falta de projetos e de gestão eficiente foi a nossa história política em geral após 1500 e em particular neste período dos últimos trinta anos em que fomos conduzidos pelo bloco central, que conseguiu criar dívidas de centenas de milhares de milhões de euros e o País ficou à beira da bancarrota e sem independência, embora também com algumas culpas para os responsáveis pela condução da política europeia.

Então como sair desta situação?

No entanto apesar da gestão ruinosa iniciada pelo governo de Cavaco Silva, que passou da social-democracia para um neoliberalismo modelo Boliqueime, e continuada sem interrupções eficazes até agora, acabando nos últimos quatro anos com um neoliberalismo modelo Massamá, há sinais concretos de potenciais positivos na nossa sociedade mas com a dificuldade provocada principalmente pelo complexo anti capital introduzido durante a revolução pela extrema esquerda, cujo sonho era só haver capital do Estado como acontecia na União Soviética, embora esquecendo que isso era à custa de ausência de liberdade e que entretanto acabou.

É um facto que hoje há reservas obvias e justas quanto ao capital especulativo e quanto à falta de controle “superior” das suas movimentações com o objetivo único do lucro e do poder, e espero que esta perigosíssima situação seja corrigida devidamente e o mais rapidamente possível em todo o mundo, pois o desequilíbrio já existente quanto à excessiva concentração de capital especulativo augura grande probabilidade de catástrofes sociais de enorme dimensão.

Mas o capital a que me quero referir é o produtivo, para quem o lucro é indispensável quer por razões motivacionais e sociais quer ainda por ser essencial à sustentabilidade e ao progresso, pois é com ele que se cria a possibilidade da investigação e da inovação, e para o qual há a limitação natural da concorrência, desde que não sejam consentidos monopólios.

E para isso é forçoso existirem incentivos, como por exemplo, os lucros das empresas e/ou dos cidadãos aplicados em investimentos e/ou na aquisição de capital deverão ter reduções ou até isenções de IRS e/ou de IRC.

Além disto se há vários países europeus que apresentam condições mais vantajosas para os seus detentores de capital por que razão não tem Portugal condições idênticas que evitem a sua deslocação?

Mas o capital para ser responsável nunca pode ser anónimo. Todos os detentores do capital têm que ter um nome e uma morada de base. O anonimato favorece sempre mais o desonesto que o cumpridor da lei.   

Ou esta solução de vender as nossas empresas mais representativas e mais essenciais à nossa independência é que é recomendável?

Sem esquecer que é essencial realizar a reforma do Estado passando para funções produtivas os muitos dependentes do OGE que estão espalhados por fundações, empresas públicas e autárquicas e que constituem as famigeradas gorduras do Estado que custam milhares de milhões de euros anuais e atrofiam o desenvolvimento da população produtiva.

E já agora acabar com os preconceitos inqualificáveis da Marinha de Recreio ser uma atividade fascista e a Marinha Comercial ser uma atividade colonialista e assim recuperarmos alguns milhares de postos de trabalho e parte da independência que perdemos depois de 74, e também abandonar uma atitude totalmente contrária à essência da formação de Portugal e do Português durante a primeira dinastia que originou a epopeia dos descobrimentos realizado pela Marinha Portuguesa.                                                                                                                               

Os próximos meses vão ser decisivos quanto o sucesso da mudança verificada na ação do PS pois ou consegue corrigir o rumo do bloco central e liderar a recuperação nacional desejada ou não, e então só lhe resta a queda e a substituição, por exemplo pelo CDS ou o Bloco de Esquerda se algum deles for capaz de encabeçar o desejável movimento de desenvolvimento fazendo crescer o capital produtivo e controlando rigorosamente a especulação e a corrupção anteriores e realizando a reforma do Estado sem o que não se pode esperar haver melhores dias.

Lisboa, 17 de fevereiro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana

 



publicado por JoseViana às 18:26
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016
As movimentações na cidade

Referimo-nos principalmente às movimentações das pessoas mas obviamente também dos bens e serviços indispensáveis à sua vida. E esta consta de trabalho, de abastecimentos de bens e serviços, de educação e de entretenimento, de convivência enfim tudo o que significa viver.

Em cidade bem planeada as habitações devem ser construídas com a preocupação da sua orientação em relação ao sol de forma a terem a exposição correta e nunca terem acesso por uma via de grande movimento, das quais devem estar devidamente protegidas quanto a poluição do ar e sonora e além disto constituírem com outras habitações um conjunto propício à convivência.

Estes núcleos habitacionais deverão ser desenhados de forma a terem dimensão suficiente para permitirem a existência de pequeno comércio de bens e serviços essenciais que lhos forneçam e que assim evitem percursos mais longos e onerosos.

Os locais para trabalho deverão ser definidos conforme a sua natureza, escritórios, serviços administrativos, médicos, escolares ou indústrias para os quais há que prever ligações por transportes coletivos e/ou veiculo pessoal o que pressupõe a existência de vias rápidas portanto sem cruzamentos mas apenas saídas e entradas laterais onde a velocidade poderá e deverá ser superior de forma a maximizar o volume de tráfego, até porque a velocidade aconselhável nas ruas dos núcleos habitacionais deverá ser da ordem dos 30km/h para máxima segurança dos habitantes.

É claro que numa cidade como é Lisboa onde durante o último século o critério mais utilizado para definir a planificação urbana, aliás a maior parte da sua área, foi a especulação imobiliária estes princípios básicos da qualidade urbanística tornam-se muito difíceis de atingir, mas nem por isso podem ser esquecidos, de forma a se poder ir melhorando de facto a qualidade de vida da população e evitando repetir os erros, como aconteceu por exemplo no Parque das Nações.

Mas a existência de vias rápidas, isto é de elevado escoamento e não obrigatoriamente de velocidades exageradas como tantas vezes constatamos, é fundamental desde que sejam concebidas com o relacionamento correto com as carreiras dos transportes coletivos de curta e longa distância e os indispensáveis parques de estacionamento que permitam otimizar as movimentações de toda a população com as suas diferentes soluções pessoais.

Com a certeza de que não sendo assim diminui muito a produtividade da população pois as dificuldades que se verificam diariamente nas movimentações dos nossos cidadãos provocam um enorme desgaste que naturalmente afeta a competitividade nacional.

Dito isto Lisboa precisa de ter algumas vias rápidas de penetração bem como outras de ligação lateral bem como os estacionamentos que diminuam a necessidade de levar os veículos até às zonas centrais e simultaneamente permitir aumentar a velocidade dos coletivos que desta forma quase com a mesma despesa transportarão mais passageiros e dar-lhes-ão melhor qualidade de serviço porque diminuirão os intervalos nas paragens de espera e simultaneamente ir melhorando a qualidade urbana das zonas antigas a reconstruir.

Este deverá ser o estudo a fazer que certamente definirá algumas vias rápidas e obrigará a decidir a construção do túnel Algés-Trafaria.

Lisboa precisa que isto seja feito em vez de soluções por ventura esteticamente atrativas mas que nada contribuirão para melhorar a vida dos que aqui vivem antes pelo contrário lhes aumentam as despesas.

Assim gastar 13 ou mais milhões de euros a transformar uma via rápida, das poucas que existem, numa avenida parece uma decisão de muito baixo nível de gestão pois com essa verba há muitas melhorias mais úteis e proveitosas a fazer.

Já é tempo para não gastar tão mal os dinheiros do País!

Lisboa, 4 de Fevereiro de 2016

José Carlos Gonçalves Viana

 

 



publicado por JoseViana às 15:19
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
Último desabafo eleitoral: onde esteve até agora o respeito pela Constituição?

 A evolução da dívida pública portuguesa revela ter sido superior a 60% do PIB até cerca de 1930, portanto início do Estado Novo e atingiu o valor mínimo em 1975 de cerca de 14% tendo a partir desta data subido nos dez anos seguintes para 60%.

Até 2000 oscilou abaixo dos 60% atingindo então o valor de 50% do PIB, mas daí em diante foi subindo até atingir 90% no ano 2000, e continuou a subir até hoje.

No entanto o valor do PIB pouco variou.

Duas perguntas surgem de imediato:

1ª Para onde foi o dinheiro que entrou no País, não esquecendo que além da dívida publica havia e há dívidas privadas e estatais quase da mesma ordem de grandeza?

2ªComo grande parte das decisões políticas que originaram estas dívidas estavam expressas nos orçamentos do Estado anualmente aprovados na AR e promulgados pelo PR e o aumento excessivo da dívida pública põe sempre em risco a independência financeira do País era dever constitucional dos Órgãos de Soberania evitar tal risco. Como não foi assim que aconteceu isso significa que todos esses orçamentos foram inconstitucionais. E no entanto nenhum dos Presidentes durante este período deu qualquer sinal quanto a esta infração da Constituição. Porquê?

As respostas a estas perguntas podem ser várias desde ignorância, distração, desinteresse, interesses conflituantes, falta de tempo, leitura diferente da Constituição, ou outra qualquer que o leitor consiga descobrir mas em que é interessante meditar em plena campanha eleitoral.

Lisboa, 21 de Janeiro de 2016



publicado por JoseViana às 17:17
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