Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
Último desabafo eleitoral: onde esteve até agora o respeito pela Constituição?

 A evolução da dívida pública portuguesa revela ter sido superior a 60% do PIB até cerca de 1930, portanto início do Estado Novo e atingiu o valor mínimo em 1975 de cerca de 14% tendo a partir desta data subido nos dez anos seguintes para 60%.

Até 2000 oscilou abaixo dos 60% atingindo então o valor de 50% do PIB, mas daí em diante foi subindo até atingir 90% no ano 2000, e continuou a subir até hoje.

No entanto o valor do PIB pouco variou.

Duas perguntas surgem de imediato:

1ª Para onde foi o dinheiro que entrou no País, não esquecendo que além da dívida publica havia e há dívidas privadas e estatais quase da mesma ordem de grandeza?

2ªComo grande parte das decisões políticas que originaram estas dívidas estavam expressas nos orçamentos do Estado anualmente aprovados na AR e promulgados pelo PR e o aumento excessivo da dívida pública põe sempre em risco a independência financeira do País era dever constitucional dos Órgãos de Soberania evitar tal risco. Como não foi assim que aconteceu isso significa que todos esses orçamentos foram inconstitucionais. E no entanto nenhum dos Presidentes durante este período deu qualquer sinal quanto a esta infração da Constituição. Porquê?

As respostas a estas perguntas podem ser várias desde ignorância, distração, desinteresse, interesses conflituantes, falta de tempo, leitura diferente da Constituição, ou outra qualquer que o leitor consiga descobrir mas em que é interessante meditar em plena campanha eleitoral.

Lisboa, 21 de Janeiro de 2016



publicado por JoseViana às 17:17
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2 comentários:
De francisco g. de amorim a 21 de Janeiro de 2016 às 19:20
Meu querido amigo
Usando uma palavra do Henrique Salles da Fonseca, recomendo-te que vistas um "talar" e pregues no deserto.
Lá encontrarás gente humilde que te ouça. Nesse país os ouvidos de quem devia ouvir estão cheios de m... ou de notas.
Um abração


De S. Rafael a 29 de Janeiro de 2016 às 12:11
A razão de não sereconhecer esses orçamento como violadores da constituição, é bem simples, para que o pano não cair.

No dia em que deixar de haver finaciamento, portugal retoma á realidade que é miséria. Essa miséria causaria revoluções na democracia e nos orgãos do poder, assim, é melhor manter a situação, 'pois os lobies do poder, familias, partudos, seitas maçonicas, por esta ordem de importância, pretende que tudo continue como está. Uma revolução era dizer que os que tomaram o poder de assalto nao sabem governar e so se preocupam com eles, vivem no seu feudo, rodeado por escravos, a verdade seria demasiado cruel para o povo. assim, finaciamentos contra natura e contra constituição, nem que custe vidas, o melhor é dizer que está tudo bem.Para que a situação se prolongue o máximo possível, os ricos, filhos da corrupção não querem perder as suas hortas.


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