Quarta-feira, 17 de Abril de 2019
A regionalização volta a atacar?

No início da década de 90 houve um movimento para adotar a regionalização como cura para o centralismo que provocou a produção de vários documentos, uns pró outros contra, e que acabou num referendo que a chumbou, porque de facto o que era e é essencial é a gestão praticada pelos nossos Órgãos de Soberania ser eficiente ou por outras palavras ser inclusiva e pró-ativa como aconteceu nas duas primeiras dinastias, e a regionalização não era solução pois é apenas um ato parcial entre os muitos outros atos que constituem a gestão eficiente e portanto não resolve os muitos problemas que existem em Portugal e que tarda serem tratados de forma eficaz. A propósito disto será interessante realçar a importância de se analisar a gestão praticada pelos nossos Autarcas pois se há queixas do centralismo a verdadeira questão é na verdade a baixa qualidade das decisões do Poder central, fenómeno este que também se verifica em muitas decisões tomadas nas Autarquias principalmente no que respeita a projetos imobiliários e a questões ligadas à sustentabilidade e à educação. Convém recordar que a educação dos cidadãos é constituída pelas informações que o individuo vai recebendo ao longo da vida primeiro dos Pais, depois do lugar onde vive, da Escola (onde aliás é onde está menos tempo mas com grande intensidade) , e sempre de todo o contexto em que vai estando inserido com uma referência especial para os exemplos dados principalmente por quem se tem admiração. Ora o que se passa no lugar onde se vive depende quase totalmente da respetiva Autarquia como são os projetos dos prédios bem como dos bairros e parte dos serviços locais sejam estes privados, estatais ou municipais. Em Portugal há 305 Municípios e a maioria deles não tem dimensão suficiente para suportar um quadro técnico que lhes permita atingir a eficiência de gestão desejável, donde poder este facto justificar uma regionalização ou mais precisamente o agrupamento de vários Municípios, o que aliás já existe com os Distritos, e assim bastará concentrar em cada um deles os serviços especializados para os seus Municípios sem ser preciso falar-se de regionalização, que significa criar Regiões como acontece em alguns países mas em que cada uma delas tem dimensão próxima do nosso País todo. Porque o que é essencial é termos serviços eficientes e bem dimensionados e não ir atrás de soluções que pouco ou nada têm a ver connosco embora pareçam estar na moda.



publicado por JoseViana às 11:57
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